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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

LAGO AZUL - Barragem de Castelo de Bode




O nosso País possui recantos encantadores que nos proporcionam momentos de lazer e de repouso sem termos que nos deslocar para muito longe de casa. As belezas naturais, o sossego, o ar puro e a paz e tranquilidade são bens que estão ao nosso alcance em muitos desses recantos e que, muitas vezes, não sabemos ou não podemos aproveitar.
Aproveitar o fim-de-semana para descansar, fazer caminhadas por entre pinheiros e outras frondosas árvores, passear de barco nas calmas águas do rio Zêzere ao longo da albufeira do Castelo de Bode e ouvir o vento soprar de mansinho no silêncio da noite, num lugar paradisíaco, são privilégios que procuramos não desperdiçar, sempre que nos é possível. Hoje, foi o regresso a casa e, de tão maravilhoso que foi, não podia passar sem deixar aqui o registo .
O Lago Azul fica a cerca de 6 km de Ferreira do Zêzere. Tem uma praia fluvial, uma estalagem, marina para várias embarcações de recreio, várias moradias nas margens da albufeira e um sossego aliado com a beleza natural que o tornam um lugar edílico.

     Espreitar pela janela, ao acordar, e ter uma paisagem destas, é um encanto para os olhos e para a     alma!...
 
 
O barco S. Cristóvão permite realizar passeios ao longo da barragem, aos domingos, com almoço servido a bordo. 
 
Encontram-se algumas aldeias nas margens da albufeira, ao longo do rio. Esta foto é de Dornes, uma graciosa povoação situada numa pequena península alguns quilómetros a montante do Lago Azul. A sua origem é muito antiga, suspeita-se que será anterior à fundação da nacionalidade, a avaliar pelos muitos achados arqueológicos que lá têm sido encontrados.

Uma outra vista de Dornes, vendo-se à esquerda a sua igreja construída no séc. XIII e onde existe um órgão de tubos oitocentista e antigas imagens de pedra de Nª Sra. do Pranto (a padroeira) e de Sta. Catarina. O púlpito, do sé. XVI, também é muito bonito. Junto à igreja encontra-se uma torre templária de forma pentagonal, que é um dos símbolos desta povoação.


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  História
Lenda de Dornes


A vila de Dornes fica no concelho de Ferreira do Zêzere. Apesar de existirem provas documentais de que até ao século XV foi conhecida por Dornas, um velho manuscrito existente na Biblioteca Nacional de Lisboa explica que a etimologia da povoação proveio da lenda que vou contar.

Há muitos séculos atrás, as terras desta região pertenciam à Rainha Santa Isabel, mulher de el-rei D. Dinis. Era feitor da Rainha, na região, um cavaleiro chamado Guilherme de Pavia, ao qual atribuíam proezas milagrosas.
Conta-se deste homem que, certa vez, passou a pé enxuto o rio Zêzere, caminhando de uma margem para a outra sobre a sua capa, que lançara sobre as águas.
Um dia, andava Guilherme de Pavia atrás de um veado na banda de além do Zêzere, onde só havia brenhas e matos espessos, quando ouviu uns gemidos muito dolorosos. Tentou saber de que sítio provinham e, apesar de perder algumas horas nesta busca, nada conseguiu achar, pois os gemidos pareciam provir dos mais diversos locais. No dia seguinte voltou ali e de novo os gemidos se espalharam à sua volta, vindo agora de um tufo espesso de mato, depois de um rochedo, numa ciranda sem fim. Guilherme de Pavia sofria espantado, partilhando a dor daquele alguém que parecia fazer parte do universo. Ao terceiro dia tudo se repetiu como antes.
Tomou, pois, a decisão de partir para Coimbra onde estava a sua senhora, a fim de lhe relatar aqueles estranhos factos. Assim que chegou à cidade dirigiu-se imediatamente à pousada real e solicitou a sua visita a D. Isabel.
Esta, mal o viu, e depois das saudações devidas, disse-lhe:
-Vindes por via dos gemidos, Guilherme?
-…!
-Não precisais espantar-vos! Três noites a fio sonhei com eles e sei do que se trata.
-O que é então, Senhora? Procurei por todo o lado e nada vi!...
- Bem sei. Deus contou-me tudo nos sonhos. Agora vais voltar ao local e procurar onde te vou dizer: aí acharás uma imagem santa de Nossa Senhora, com o Filho morto em seus braços.
-Assim farei, minha senhora Dona Isabel! Mas, e depois, que faço eu dessa imagem?
-Guardá-la-ás contigo até me veres chegar junto a ti!

Despediu-se Guilherme de Pavia da Rainha Santa, levando na memória a localização exacta da moita onde a imagem de Nossa Senhora o aguardava gemendo, e partiu de Coimbra.
Já de volta a terras do Zêzere, o cavaleiro dirigiu-se à serra de Vermelha, como lhe dissera D. Isabel, e foi milagrosamente direito a determinada moita onde achou enrodilhada em urzes a imagem da Virgem pranteando a morte de seu Filho.
Durante algum tempo manteve-a consigo, na sua própria casa. Os gemidos haviam cessado e assim Guilherme de Pavia tinha a Santa Imagem na sua câmara, com um archote aceso de cada lado.
Um dia, a Rainha Santa foi, finalmente, às suas terras do Zêzere resolver o caso da imagem. Assim, junto a uma velha torre pentagonal que já aí existia, mandou erigir uma ermida para a Virgem achada nas moitas. E nessa torre - que provavelmente foi construída pelos Templários -, ordenou que se instalassem os sinos da ermida.
Em breve o povo começou a construir casas em redor da capela e da torre e, diz a lenda, a Rainha Santa deu a essa vila nascente o nome de Vila das Dores, nome que com o tempo se teria corrompido até dar Dornes.
É isto o que conta a lenda transcrita no velho manuscrito.
A capela com a sua torre sineira ainda hoje existem, e a imagem achada há muitos séculos atrás é venerada sob a designação de Nossa Senhora do Pranto.
in Frazão, Fernanda. "Lendas Portuguesas", vol. IV, pág. 75-79. Ed. Multilar. Lisboa: 1988

                                  
                               
 
Ponte que atravessa o rio e que liga o concelho de Ferreira do Zêzere ao de Cernache de Bonjardim e que se situa perto de Dornes.



 

                                                                    Estalagem do Lago
                                     Ponte que liga o concelho de Ferreira do Zêzere ao de Vila do Rei








                              Fotos do empreendimento turístico Varandas do Lago


O fim-de-semana terminou mas o local fica à nossa espera para um regresso que poderá ser, mais ou menos, próximo...

 

sábado, 27 de setembro de 2014

Festival de Jardins de Ponte de Lima

Ponte de Lima é uma cidade que nos encanta desde a primeira vez que a visitámos. A sua situação geográfica, a beleza que o rio lhe confere, a arquitetura das suas casas (muitas delas solarengas), o arranjo e profusão de flores nas muitas áreas ajardinadas, aliado à simpatia das gentes nortenhas e fabulosa gastronomia, fazem desta terra um destino que sempre nos convida a regressar.
Este ano foi o Festival Internacional de Jardins que nos levou a visitar estas paragens. O nosso destino inicial foi Vila do Conde onde visitámos amigos que não víamos há longos anos e que, de um modo geral, nos mostraram a sua cidade que ainda não conhecíamos e nos deixou uma imensa vontade de regressar. Vila do Conde é uma linda cidade cheia de belezas naturais e de monumentos que nos falam da nossa História desde os tempos da fundação da nacionalidade.
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As fotos documentam algumas dessas belezas mas muitas outras podemos acrescentar e que, numa próxima viagem, delas daremos testemunho.
Daqui seguimos para Esposende onde nos esperavam outros amigos com quem passámos algumas horas de agradável convívio.
Chegámos a Ponte de Lima ao fim do 2º dia de viagem e instalámo-nos no parque junto ao rio com uma agradável vista sobre a cidade que, à noite, apresentava uma lindíssima iluminação nos edifícios da zona ribeirinha.
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No dia seguinte, um passeio pela cidade levou-nos a rever alguns dos belos recantos que ela nos oferece.
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À tarde fomos visitar o Festival Internacional de Jardins, este ano subordinado ao tema “Jardins em Festa” e que poderá ser visitado até 30 de Outubro.
Aqui ficam algumas fotos.
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Ao 4º dia iniciámos a viagem de regresso com paragem em Aveiro onde ficámos para uma visita à cidade e saborear algumas das suas especialidades gastronómicas. A AS para autocaravanas fica perto do centro e também das salinas. Deu para apreciar alguns dos pontos de atração que esta cidade tem para nos oferecer. Passámos 2  dias em Aveiro após o que regressámos a casa já ansiosos pela próxima viagem.