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sábado, 6 de julho de 2013

Amboise, Villandry e Saumur

De Chenonceau fomos para Amboise, linda cidade situada na margem esquerda do rio Loire, famosa pelo seu castelo e por ali ter vivido, os últimos anos da sua vida, o famoso génio do renascentismo italiano, Leonardo da Vinci.
Nesta cidade, o Loire ramifica-se em dois braços, por um certo espaço, formando uma ilha e tornando mais fácil a sua travessia pois, em vez de uma ponte de grande extensão, tem duas.
O imponente castelo é, sem dúvida o edifício dominante por entre o casario da cidade.
Uma das pontes que atravessam o Loire da Ilha de Ouro, situada no meio do rio, até à margem direita do Loire. Amboise fica na margem esquerda.

O castelo de Amboise

Parte da muralha e um dos torreões

Porta de entrada no torreão

Le Clo Lucé, casa onde viveu Leonardo da Vinci os 3 últimos anos de vida.

Jardins de Le Clo Lucé, onde se encontram expostos alguns dos principais inventos de Leonardo.

A entrada da Casa onde viveu e morreu Leonardo da Vinci


Algumas casa do centro histórico.

 

A zona histórica encontrava-se repleta de movimento e animação pois, além de ser uma zona comercial devido ao elevado número de turistas que a visitam, tem também muita animação de rua com espetáculos para todos os gostos.
 
Em Amboise encontram-se várias casas trogloditas que são habitações construídas no interior de pedreiras, depois destas terem ficado desativadas.




Ponte que liga Amboise à ilha de Oiro

Um aspeto da cidade
 
De Amboise seguimos para Tours, sempre ao longo do Loire

Passagem por Tours - Edifício da Câmara

Tínhamos pensado pernoitar em Tours mas, o local que nos tinham indicado, não nos agradou e como já tínhamos feito uma passagem pela cidade, não vendo nada que nos seduzisse muito, resolvemos seguir para Villandry e daí para Saumur.
Villandry é famoso, sobretudo, pelos seus jardins onde se destacam as plantas ornamentais, as aromáticas e medicinais, e onde os legumes e as flores se misturam em perfeita harmonia.
Desta vez, limitámo-nos a visitar por fora. é necessário um dia para bem apreciar tudo isto. Fica para a próxima.

A caminho de Saumur, ao longo do Loire

O castelo de Saumur

Em Saumur e arredores também se encontram construções trogloditas

Saumur

 Deixámos o Vale do Loire considerado o Jardim de França e o berço da língua francesa, com uma certa desilusão. Esta região é, sem dúvida, de uma riqueza espetacular, tanto paisagística com histórica e arquitetónica e é um dos locais onde houve uma intensa interação entre o homem e as condições naturais, porém, há zonas onde se nota um certo abandono (bermas com ervas por cortar, o que não é vulgar na maior parte das regiões de França, casas degradadas, quintais pouco cuidados... e as águas dos rios, muito turvas...  sinais dos tempos e da civilização que tanto polui a Natureza!...) Mas, de um modo geral, achamos que é uma zona lindíssima e que, merece uma segunda visita com tempo suficiente para ser bem explorada.
Seguimos para Oradour-sur-Glane, perto de Limoges, cidade mártir, destruída durante a 2ª Guerra Mundial, pelos alemães.
Parámos numa área de serviços para almoçar e descansar um pouco. Pudemos apreciar artesanato e produtos da região num edifício onde os produtores expõem e vendem os seus produtos. Também fizemos algumas compras.


 
Moinho do séc. XVIII em Puy d'Ardanne

 

 
 
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

De Chartres ao Vale do Loire

Estamos no 23º dia de viagem e vamos prosseguir para o Vale do Loire onde a oferta de locais dignos de visita é variadíssima.
Saímos de Chartres após o almoço e, atravessando uma região muito bonita, seguimos pela "Route du Blé". Na verdade, são imensas as searas que se encontram à beira da estrada. Searas a perder de vista, ondeando com a leve aragem que soprava docemente, limitadas, de longe em longe, por pequenos bosques, muito frondosos, onde a caça se pode abrigar e fazer criação. Os animais andam tão à vontade que, junto de uma seara à beira da estrada, vimos um lindo faisão  e, mais à frente, outro. Os pombos bravos são às dezenas e é frequente verem-se avisos de perigo de atravessamento de veados e corças. É muito bonita e verdejante toda esta região do Eure-et-Loire. Gostámos muito deste percurso de Chartres a Chateaudun e daí para Chambord, passando por Beaugenay. Quando entrámos no domínio de Chambord, deparou-se-nos uma imensa reta, ladeada de floresta, com cerca de 6 km de extensão, até chegarmos ao castelo. Não se pode parar ou estacionar senão nos parques de estacionamento, junto ao castelo, que são pagos. A estrada que atravessa o domínio tem cerca de 10 km. À hora que passámos já não era possível visitar o castelo, por isso, resolvemos seguir para Chenonceau e visitar, antes, este castelo, chamado castelo das damas.

A beleza da "Route du Blé" - uma bela estrada ladeada de imensos trigais.

O verde é a cor dominante.

Castelo de Chambord, o maior e mais rico do Vale do Loire

A enorme reta que atravessa o Domínio de Chambord

Chenonceau

Ponte sobre o rio Cher, em Chenonceau

Chenonceau - Museu de Cera

Torre dos Marques - é o que resta do primitivo castelo e moinho fortificados que pertenciam à família Marques

Capela do palácio. Os vitrais são do séc. XX, pois os originais foram destruídos por um bombardeamento em 1944.
 

Quarto de Diana de Poitiers, favorita do rei Henrique II que lhe ofereceu este castelo. Quando o rei morreu, a rainha, Catarina de Médicis, pediu a Diana que lhe restituísse o castelo, tendo-lhe oferecido outro.

Durante todo o ano, os arranjos florais do castelo (de flores naturais) são mudados todas as semanas.
 
Esta é a galeria construída sobre o rio Cher, para salão de baile e utilizada como enfermaria durante a 2ª Guerra Mundial.

Uma das duas lareiras renascentistas que existem nos topos da galeria. Pela porta do lado sul, alcança-se a margem esquerda do rio Cher.
 
 
 Durante a 2ª Guerra Mundial, o rio Cher materializava a linha de demarcação. A entrada do castelo estava situado na zona ocupada(margem direita). A galeria, cuja porta sul dava acesso à margem esquerda, permitiu que os resistentes fizessem passar muita gente para a zona livre. Durante todo o período da guerra, uma bateria alemã manteve-se atenta para destruir Chenonceau a qualquer momento.
 

Quarto de César de Vendôme
 
Quarto de Catarina de Médicis

Quarto de Gabriela d'Estrées

Vestíbulo
 

Mais um lindo arranjo floral numa das salas.

Jardim de Diana de Poitiers

Um aspeto exterior do castelo, sendo visível a galeria sobre o rio Cher

Outra vista do jardim de Diana

O castelo visto do jardim

Vista do lado poente
 
Jardim de Catarina de Médicis

 
 
 

A Adega

Os jardins

Os celeiros da Quinta

Dependências da quinta do séc. XVI


A quinta produz frutas e legumes para o restaurante e flores para o castelo

Um aspeto da mata


O labirinto

Nas imediações do castelo há parques de estacionamento para todo o tipo de veículos, incluindo um para ACs, com boas sombras porém, das 11 h da noite às 7 h da manhã, o estacionamento está interdito, pelo que encontrámos um local ótimo para pernoitar junto à estação de caminho de ferro de Chisseau (mesmo ao lado de Chenonceau), que está desativada.

Ainda não contei uma peripécia que passámos antes de cá chegarmos, devido a uma partida que o GPS nos pregou. Tínhamos posto as coordenadas que um companheiro nos forneceu do estacionamento em Chenonceau. Faltavam 400 m para chegarmos ao local, quando o GPS nos manda virar à esquerda. Era uma rua estreita mas... como faltavam só 400 m, pensámos que seria só aquele bocadinho. Qual não é a nossa surpresa quando, 200 m à frente, aparece a linha de caminho de ferro e a passagem era por baixo da linha, com uma altura de menos de 2 m e ainda mais estreita que a estrada...  Impossível fazer inversão de marcha, a solução era ir de marcha atrás.....    os espelhos estavam a centímetros dos muros, cheios de trepadeiras...   Enfim... uma odisseia de se lhe tirar o chapéu!!!...  O velhinho fez o doutoramento em condução de autocaravanas!!! Noutras ocasiões, também complicadas, fez o bacharelato e a licenciatura mas esta foi a mais difícil prova, neste aspeto, por que passámos. De tal maneira que, quando chegámos à estrada o boné que trazia na cabeça estava ensopado pela transpiração. Mas conseguiu fazer aquela "tese de doutoramento" com nota 20, sem um risquinho na AC. Nos últimos metros tivemos a ajuda de uma moradora que nos facilitou a entrada na estrada, indicando se vinha trânsito porque, mesmo que eu quisesse sair para fazer esse trabalho, não podia porque não tinha espaço para abrir a minha porta... Felizmente, tudo correu bem, graças a Deus e à habilidade e calma do condutor que, em situações difíceis mantém uma calma fora do habitual.
Realmente, o estacionamento era do outro lado da linha mas...  o caminho não era por ali... Havia uma estrada melhor para lá chegar e foi por essa que seguimos depois.
Estas viagens, para além das maravilhosas paisagens, do conhecimento que adquirimos, da gastronomia que saboreamos, das pessoas que conhecemos, têm sempre um ou outro episódio que nos faz subir a adrenalina e recordá-lo com um sorriso de satisfação (quando acaba bem, claro!...), passado algum tempo. É tudo isto que nos faz gostar tanto de viajar na AC e que nos vai dando, cada vez mais, experiência.