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domingo, 8 de fevereiro de 2026

ESCAPADINHA PELAS BEIRAS


No início de Maio, com temperaturas muito agradáveis e os dias já mais longos, fizemos uma escapadinha pelas Beiras à descoberta das belezas que esta região tem para nos oferecer e aproveitar a paz e tranquilidade que ali podemos  sentir em plena natureza.

O objetivo era a barragem da Idanha, onde existe também um belo Parque de campismo com infraestruturas que nos permitiam uma estadia agradável além da possibilidade de fazer boas caminhadas.

A barragem Marechal Carmona está construída no leito do rio Ponsul. Foi obra  do Estado Novo para a produção hidroelétrica e aproveitamento de águas para agricultura. Atualmente é um local de atração turística com uma pequena praia fluvial e zona de pesca. As suas margens prestam-se a agradáveis passeios, sendo visitada por amantes da natureza e de desportos náuticos.

O parque de Campismo municipal tem capacidade para mais de mil pessoas. Está equipado com bungalows, sanitários, restaurante, minimercado, piscina, lavandaria, sala de convívio, dois campos de ténis, espaço para tendas, caravanas e autocaravanas. O parque dispõe de muitas sombras e zonas ajardinadas que o tornam muito agradável.

A barragem da Idanha acolhe um grande festival internacional de música, o Boom Festival, realizado durante a Lua Cheia do mês de Agosto conhecido também por ser, todo ele, ecologicamente sustentável.





                                       




A luminosidade destes dias de Primavera, criava belos espelhos de água que encantavam o nosso olhar

      As fotos seguintes são do Parque de Campismo.
             
Bloco das instalações sanitárias, existindo vários destes blocos espalhados pelo parque.



A piscina ainda não se encontrava em funcionamento, só a partir de Junho

Sala de convívio


Nesta altura do ano o parque ainda tem os serviços reduzidos pois a época alta começa em Junho. Passámos aqui dois dias muito agradáveis e ao 3º dia continuámos a viagem até Meimoa onde existe um parque de lazer também muito agradável.


Este é um dos acessos à praia fluvial e parque de lazer. Esta zona dispõe de um bar/esplanada onde é possível tomar refeições ligeiras e petiscos. Dispõe também de campos de futsal, futebol de praia, equipamentos de ginástica e áreas de relvado. Local muito agradável para praticar desporto e descansar.

Ponte Romana - uma construção histórica sobre a ribeira que dá acesso à zona de lazer.









Painéis de homenagem aos antigos combatentes da Meimoa, na guerra do ultramar.



Percorremos as ruas da povoação, que cresceu ao longo de uma pequena encosta, descobrindo recantos pitorescos e representativos da vida dos habitantes. cruzámo-nos com alguns residentes que nos cumprimentavam com toda a cordialidade procurando dar a conhecer a sua terra de que tanto se orgulham. 
Foi uma estadia muito agradável estes dois dias que aqui passámos. 

De Meimoa seguimos para a praia fluvial O Moinho, a poucos kms de distância e também na ribeira da Meimoa mas numa zona pertencente a Benquerença.








As fotos seguintes são da praia fluvial O Moinho



Esta praia fluvial dispõe de instalações sanitárias, área de serviços para autocaravanas, churrasqueiras, mesas para piqueniques e vastas zonas relvadas, sendo muito frequentadas nos meses de verão. Tem também um restaurante e uma esplanada muito agradável.






Nos arredores podemos desfrutar de percursos pedestres que nos oferecem belas paisagens




Foram mais dois dias que aqui passámos e que nos encheram o olhar e o coração, aproveitando o sossego que ali se encontra.
Regresso a casa depois de uns dias bem passados. 

PELO NORTE... 

                                       Parte I                                                

20/02/25 - 5ª FEIRA
 
Casa - Belmonte   165 km

Após umas semanas sem viagens, a vontade de sair era já muito grande e, depois de concretizar alguns compromissos que tínhamos agendados, pusemo-nos a caminho, seguindo pela A23 em direção à Guarda.
Perto da hora de almoço estávamos a chegar a Belmonte onde resolvemos almoçar num restaurante junto da AS situada no Parque de Santiago - o Manjar dos Deuses - um restaurante agradável de exploração familiar e ambiente simpático e com a vantagem de ter o estacionamento muito perto.
Porque não estávamos com pressa para seguir viagem, resolvemos ficar essa noite ali mesmo  na AS que é muito sossegada, mesmo que estando situada num PE.
Durante a tarde fizemos a nossa caminhada pelos arredores e também algumas compras de que tínhamos necessidade. Aproveitámos para descansar e planear a viagem para o dia seguinte.



21/02/25 - 6ª FEIRA

Belmonte - Figueira de Castelo Rodrigo - S. João da Pesqueira    114 Km

Saímos de Belmonte para Figueira de Castelo Rodrigo onde fizemos uma paragem para almoçar.
 Viajar pelas Beiras  é sempre muito agradável em qualquer época do ano, a paisagem é soberba e tivemos a sorte de a fazer  com tempo muito agradável.
Seguimos até à Guarda pela A23, apanhando depois a N221 até Figueira de Castelo Rodrigo.
Nesta região beirã o percurso faz-se por estradas que seguem a  morfologia do terreno, ora subindo, ora descendo conforme o relevo é mais ou menos acentuado e onde não são raras grandes formações rochosas, nalguns sítios com os rochedos em perfeito equilíbrio, provocando a nossa admiração. Os amendoais, que se estendem pelas encostas menos acentuadas e em eventuais zonas mais planas, já se encontram floridos o que torna a paisagem ainda mais encantadora. É sempre muito agradável viajar sem pressas por estas paragens e apreciar as maravilhas que a natureza nos oferece.









 








Após o almoço seguimos para S. João da Pesqueira onde iríamos pernoitar.
À medida que nos aproximávamos do Douro a paisagem vai-se modificando e ganhando características bem definidas com a criação de socalcos pelas íngremes encostas desta região do Douro Vinhateiro - uma harmonia perfeita e dura entre a natureza e o trabalho do homem para conseguir aquela paisagem única e maravilhosa, cujo resultado são os vinhos do Douro.

SOLAR DOS CASTROS ou CASA DO CABO


Chegámos a S. João da Pesqueira a meio da tarde, a tempo de fazer um passeio pelo centro histórico da vila. 
Ficámos na AS que se encontra desativada mas com condições para passar uma noite tranquila.


Capela da Misericórdia na Praça da República







Arco da Praça da República







Museu Eduardo Tavares

S João da Pesqueira é o município mais antigo do País. O seu 1º foral foi concedido por Fernando Magno em 1055, ainda antes da fundação de Portugal. Estando localizado na região demarcada do Douro, aqui se produzem excelentes vinhos assim com azeite e amêndoas.


22/02/25 - SÁBADO

S. João da Pesqueira - Peso da Régua       42 km

Noite tranquila. Parte da manhã utilizada para a habitual caminhada, para uma limpeza na AC e para a nossa higiene matinal.
Como neste dia fazíamos 55 anos do nosso matrimónio procurámos um restaurante onde pudéssemos comer algo diferente do habitual.  Foi-nos aconselhado o restaurante Cantiflas onde, com muita simplicidade mas também algum requinte e saber, nos foi servida uma «Posta especial» de uma carne tão tenra e saborosa que se podia cortar à colher... Valeu a pena a experiência e são momentos como estes, passados em comunhão de sentimentos e muita satisfação por estarmos juntos a festejar uma data tão importante para nós, que nos dão tranquilidade e muita alegria e felicidade.
De tarde seguimos para Peso da Régua pela N 222, uma estrada lindíssima que já conhecíamos e que, a partir do Pinhão, segue junto ao Douro, lado a lado mas a níveis diferentes, exigindo muita atenção na condução. São viagens que nos proporcionam um misto de emoções difíceis de descrever por palavras mas que se sentem com muita intensidade.











Na Régua ficámos na AS junto ao Douro, um local muito agradável onde sabe bem estar e passear. 



23/02/2025    DOMINGO

PESO DA RÉGUA  


O domingo foi passado na Régua. Almoçámos no restaurante Jereré junto ao museu do Douro (que já visitámos noutras viagens.)

De tarde, um passeio pelas agradáveis margens do Douro em zona ajardinada e com ciclovia.

  








24/02/2025    2ª FEIRA

PESO DA RÉGUA  -  VILA POUCA DE AGUIAR  -  CHAVES                 84 km


Saída da Régua para Chaves, percorrendo, de Sul para Norte, a maravilhosa região do Douro Vinhateiro onde as vinhas em socalcos nos vão acompanhando ainda durante alguns kms de curvas e contracurvas mas sempre de uma enorme beleza.
Paragem para almoço em Vila Pouca de Aguiar seguido de um breve passeio pelo centro da vila para ajudar a digestão.
Continuámos até  Chaves onde, como habitualmente, ficámos aparcados na Guest House muito bem situada próximo do centro e junto ao parque ribeirinho das margens do Tâmega


25/02/2025   3ª FEIRA

Passámos o dia em Chaves percorrendo os locais mais emblemáticos e que já tínhamos apreciado noutras visitas. 
Nesta época do ano, Chaves é uma cidade muito tranquila e, embora se vejam alguns turistas, nada se compara com outras épocas do ano em que a afluência é muito maior.
Situada junto ao rio Tâmega, é famosa pelas águas termais exploradas desde a ocupação romana. 



Câmara Municipal

Igreja da Misericórdia

Igreja matriz


De raiz medieval, a igreja matriz de Chaves apresenta uma grande riqueza de estilos, desde o românico ao tardo barroco segundo as intervenções que foi sofrendo ao longo dos séculos. 




Ponte de Trajano

Mural alusivo à construção da Ponte de Trajano


Termas romanas




Muralhas do castelo

Parque junto ao Tâmega





A visita a Chaves estava concluída mas a viagem ainda estava a meio. Era nossa intenção atravessar a fronteira (a poucos kms de Chaves e com bom acesso pela A24) e seguir para Espanha percorrendo a região fronteiriça, rica em estâncias termais seguindo o curso do rio Minho até Valença. Assim fizemos mas essa parte será descrita na próxima mensagem  com o título  PELO NORTE - Parte 2.